Enviado em: quarta-feira, 31 de julho de 2019
Mudanças de hábitos são quebras de modelos mentais, estruturado em um padrão comportamental de recompensa, iniciando e terminando em um gatilho com uma consequência funcional, no sentido de ganhar ou deixar de perder algo. Boa parte dos nossos processos mentais nobres, como a capacidade de planejar, resolver problemas, tomar decisões, inibir distrações e gerenciar informações, passam a ser usados para evitar que um hábito ruim se repita. Compreender e identificar o nosso “loop do hábito” é a chave para modificá-los. O “loop do hábito” é formado por nossos gatilhos, comportamentos e consequências.
Para promover mudanças de hábitos, devemos criar estratégias que atuem em cada um desses componentes, os modificando. Para tanto, algumas dicas que irão contribuir para alcançar novos hábitos e disciplina no trabalho, melhorando o desempenho:
-Repita frequentemente o novo loop do hábito. – Focar no single-tasking, realizar uma tarefa de cada vez. – Priorize o que realmente importa para você, e não divida recursos cognitivos com outras tarefas.
– Busque mudar um comportamento por vez.
– O ambiente é um dos principais mantenedores de hábitos. Mapeie os ambientes em que seu hábito indesejável se fortalece. Evite-os, se for possível. Se não for, reforce o loop do hábito nesses contextos.
O estado emocional pode potencializar o retorno a hábitos antigos. Reveja suas expectativas e objetivos pessoais para o contexto.
Reconhecer as limitações e as possibilidades de mudança viabiliza um processo realista, produtivo e saudável de mudança comportamental. A aceitação dos processos que ocasionam o retorno a padrões não desejados nos leva à visão realista de autocontrole. Estamos muito distantes do controle de nossos comportamentos, pois existem fatores que influenciam a tomada de decisão de forma implícita e não consciente. No entanto, isto não significa que você não pode reconhecer tais fatores e se preparar para eles.
Iniciar por hábitos que potencializarão sua qualidade de vida mental, inclusive seu controle cognitivo, pode ser um excelente começo.
Tentar obrigar nosso organismo a realizar tarefas de forma racionalizada nunca foi uma estratégia saudável de se atingir objetivos pessoais e profissionais, e pressupõe a existência de um autocontrole pessoal que não temos. Os desfechos claros desse tipo de estratégia é ansiedade e postergação. A perspectiva irreal de controle total fomenta a autocobrança e potencializa o sentimento de fracasso, que contribui ainda mais para a urgência por comportamentos que foquem no curto prazo (em geral, os que gostaríamos de deixar).
Extraído da Cartilha Pearson – Por que é Difícil Mudar Hábitos? Interface em Neurociências